Todos os dias quando eu chegava na biblioteca para fazer as pesquisas era sempre o mesmo problema: não havia mais mesas livres. Os adolescentes e pré-adolescentes da faculdade chegavam às 8h da manhã, pegam todos os postos e ainda reservavam com livros, bolsas e casacos os lugares que sobravam para seus outros colegas ocuparem quando chegassem. Daí você perguntava: "È libero questo posto?" Resp: "No, scusa, c'è gente" E a vaga ali, marcada só com um caderno sobre a mesa...
São grupos enormes de jovens que "estudam" aqui. Coloco o estudam entre aspas porque muitos fazem do seu FaceBook e de outros sites (Youtube, Badoo, páginas de esportes, etc) o seu estudo (ou diversão, sei lá). No meu caso, antes que atirem as pedras, o FaceBook, assim como a internet em geral, é o meu objeto de estudo, por isso eu vivo conectado.
Pois bem, aguentei essa disputa desleal (eu contra grupos enormes de jovens) esse mês inteiro, até que cheguei à conclusão que eu nunca venceria eles, afinal, é uma questão de lógica matemática. Como eu não estava disposto a fazer amizades com essa gente (nada contra, eu apenas gosto de estudar sozinho, me concentro mais), ou seja, me "juntar com o inimigo", resolvi, então, dar um jeitinho brasileiro.
Descobri com o auxílio do Ricardo, um amigo que faz doutorado aqui na mesma biblioteca, que havia uma cota de simbólicas 10 mesas individuais de estudo que poderiam ser reservadas para pessoas que, entre outros títulos fossem ricercatores, ou seja, pesquisadores. Ah, não deu outra, fui obrigado a dar aquela bela carteirada... PAHHHHH. Na hora consegui minha vaga e agora posso dizer: "scusa, questo posto è mio"
Pobres mortais? Nem conheço! Bjos
Tá meu bem?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A Itália de todos nós!
Eu criei este blog para ser uma ferramenta em prol a minha viagem aqui na Itália, porém, até hoje eu só publiquei assuntos que fugiam completamente do foco inicial. Mas tudo bem, não me arrependo de nada, aliás, me arrependo sim, de não utilizar este espaço com mais freqüência, seja para falar de frivolidades ou seja para falar da Toscana, que é o que eu farei agora.
De fato, a Toscana é uma região espetacular que todos merecem conhecer. Aqui, o glamour da moda de Milão se mistura com a praticidade de Roma, com as delícias da cozinha Napolitana e com o charme de Veneza, se transformando num estilo único, capaz de conquistar a todos que passam.
Eu preparei vários comentários sobre alguns aspectos peculiares aqui da Itália, mas vou publicando aos poucos e em tópicos para não ficar chato. Hoje falamos de um setor que fez a Itália se projetar no mundo inteiro: a MODA
A moda para os toscanos, assim como para qualquer italiano, é uma religião que caminha junto com o catolicismo, porém, aqui, ao contrário de Milão, ninguém se sente escravo e tenta seguir seu próprio estilo. As mulheres, sempre maquiadas, preferem comungar no altar das grifes, mas arriscam toques que não foram pregados por Cavali, Armani ou Ferragamo para aquela estação.
O salto é obrigatório para tudo, mesmo para andar no parque, assim como o óculos de sol, que acompanha a mulher de manhã à noite. Isso mesmo, à noite é normal vermos mulheres com óculos... de sol. As lentes são as maiores possíveis e cada ano que passa os estilistas do setor aumentam o tamanho dos óculos, deixando alguns modeles parecerem verdadeiras máscaras.
A bolsa é o objeto de desejo de todos, isso mesmo, de mulheres e homens. Enquanto as mulheres mostram seu poderio de compra com os modelos mais ousados, dos mais variados tamanhos, cores e formatos, os homens optam pelas bolsas estilo carteiro, pequenas e retangulares, com a grife sempre à mostra. Na rua, no restaurante, na discoteca, na igreja, seja onde for, o italiano não sai de casa sem a sua bolsa. No começo eu achava engraçado ver os homens na discoteca com aquelas bolsinhas transpassadas no peito, mas agora já acho normal e confesso que também já tenho uma.
Não se assuste também com as calças que os homens usam, pois aqui quanto mais justa ela for, mais bonita ela é. As calças são extremamente apertadas, a ponto de você ver a pessoa nua, pois o tecido modela o corpo. As camisas masculinas também são assim, justíssimas, e com a gola virada para cima, os ternos acinturados, as gravatas finíssimas e sapatos de verniz devem estar sempre brilhantes. A echarpe também faz parte do figurino de homens e mulheres. Faça sol ou chuva, frio ou calor ela está lá adornando o pescoço dos italianos durante o dia e principalmente durante à noite.
Amanhã eu posto sobre a comida. Bjos
Postado por
Rodrigo Zanetti
às
04:37
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