segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O dia em que o Corinthians virou destaque na Finlândia

Tem dias que acontece cada coisa estranha com a gente, não é mesmo? Hoje foi um desses na minha vida. Pra começar, pela primeira vez consegui acordar sem o auxílio do despertador. 7h00 da manhã eu pulei da cama disposto a enfrentar 9 horas do curso de italiano sem reclamar nadinha de nada.

Na hora do almoço fui à loja da Vodafone em Siena comprar créditos para o meu celular, peço um carta de 10 euros e quando vou inserir no telefone, erro o último número e eis que me creditam 20 euros. Reclamar? Só se for pra pedir mais!

Pois bem, voltamos do almoço e o professor de literatura queria saber a nacionalidade dos alunos.  Lá vai eu dizer que sou brasileiro para a sala. Ahhh, mas pra que, todo mundo olha pra mim e fala: "Ohhhhh Brazil, carnival, futebol, capirinha".  Aff, não aguento mais isso. 15 min depois, um garoto da Finlândia (você sabe onde fica a Finlândia?  Tem certeza que se lembra dela no mapa?) vem correndo, senta-se ao meu lado e diz todo empolgado: "Ei Brazil... Corinthians??"

                     A Finlândia é onde as renas no Papai Noel pastam no verão

Aff, isso acaba com a tarde da gente, né?  O cara sai da Finlândia, um lugar perdido lá na Escandinávia onde no inverno o sol não nasce durante 51 dias e vem me falar de Corinthians?  Eu simplesmente fui obrigado a ensinar ele a ser gente e a falar SÃO PAULO. Mas ele teima que o Corinthians é o melhor time do Brasil. Então tá, não sou a melhor pessoa pra falar de futebol, mas sei ensinar bons modos... e já disse isso pra ele.

                                                  Precisa de legenda? 

Pra terminar minha saga, chego em casa e a p*** que mora aqui veio toda feliz me dar boa tarde. Qdo a esmola é demais, o santo desconfia. Ela me chamou na cozinha e disse que gostaria de ser minha "amiga".  Humm, sei.  Dai ela me abre a geladeira e eis que ela estava abarrotada de cerveja... não tinha espaço nem para o meu leite de soja.

            O álcool não resolve seus problemas, mas até aí o leite também não

Enfim, fui obrigado a virar o best friend dela, né? Afinal, ela não é tão má assim, sabia? Moral da história: se você não pode com seu inimigo, junte-se a ele.

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